"Vou falá de umas pessoas, de umas coisas..."

"Vou falá de umas pessoas, de umas coisas..."
"Êta Tijucona véia de guerra!"

Mostragem, agora por ordem alfabética, de passagens de minha vida, narradas sob a minha ótica e com total sinceridade, e que envolvem primeiramente pessoas que me acrescentaram algo, depois instituições em que labutei e, por fim, locais que me marcaram.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

vivencias-madeira-alfabética(instituições privadas,não de ensino)



Duas foram as instituições de trabalho de carteira assinada em que estive, fora as da área de ensino (estas já relatadas). A primeira, quando saí do DPF, foi a presidencia da fundação Sergio Philomeno, pertencente à Coca-Cola do nordeste, história já contada, e a outra uma grande escola de aprendizagem e de entrega, com grande responsabilidade, hoje um empreendimento de renome mundial, que acompanhei trabalhando duro desde as obras civis e de montagem até o start up. Trata-se da CST - companhia siderúrgica de Tubarão, hoje Arcelor-Mittal-Tubarão. Conforme explicitado na seção cronológica, depois de sair da PF e da aventura da presidência fajuta da fundação nordestina, ingressei ainda na época de sua construção na então tri-nacional siderúrgica de Tubarão (capitais brasileiro, japonês e italiano). Lá vivenciei a construção civil, com milhares de peões de centenas de empreiteiras, com acampamentos que me lembravam a construção de Brasília, todos reunidos na denominada vila operária, com portão de saída para a zona de baixo meretrício (e bota baixo nisso) de Carapeba, São Sebastião, com bebedeiras, brigas, ferimentos (principalmente à faca) e mortes dos peões que lá trabalhavam. A maioria de solteiros ou chegando ao estado sem a família, então nos dias de pagamento e nos fins de semana iam para a zona, enchiam a cara e brigavam, ou chegavam em nossa portaria se arrastando. Criamos um serviço de carregamento de peão bêbado, recolhido na portaria e levado até o plantonista de sua empresa na vila operária; eram duas kombis sem os bancos, e em cada uma delas eram amontoados cinco/seis bebuns que levávamos para o seu acampamento. Depois, com a entrada em operação e o fim da vila, o grande trabalho era (quando das negociações do acordo coletivo, para os reajustes salariais) - e sempre tivemos graves problemas - lidar com as lideranças sindicais, hoje todos altos funcionários dos governos federal (Perly Cipriano, por exemplo), estadual (Tarcísio Vargas, ídem) e municipal (João Coser e Dirce Bragatto, ídem). Além de arruaças e invasões, vimos muitas vezes esses brilhantes e bem preparados líderes ameaçarem, quando da votação das propostas nas assembléias, os trabalhadores com cascos de cerveja quebrados para levantarem a mão ou não, conforme seus interesses sindicais. Lá, depois de cerca de doze anos, aposentei-me no cargo de gerente (da área de segurança empresarial), o que me permite sobreviver, já que a aposentadoria do INSS é uma vergonha. Valeu CST, pelo que me ensinou e pela aposentadoria com a qual me contempla. Madeira

Nenhum comentário:

Quem sou eu

Pai,avô,amigo,experiente, companheiro,divertido.